(Antes de mais nada, gostaria de me desculpar antecipadamente pelo linguajar chulo que utilizarei ao longo desse post. Pessoas sensíveis a palavrões, ou que gostam de enganar a si próprios ao fazer a péssima escolha de não utilizar palavras de baixo calão em seu vocabulário diário, sintam-se à vontade para interromper a leitura, me deletar do Orkut ou denunciar abuso em algum lugar aqui no WordPress. E não esqueçam: o novo CD do padre Reginaldo Manzotti já está nas lojas).
Esse post está sendo escrito mentalmente há mais de mês, mas só agora eu me senti motivado a vir aqui e escrever sobre um assunto que me deixou muito irado, revoltado e incapacitado. Como eu não sou o tipo de pessoa que luta pelos seus direitos (obrigado, papai e mamãe), venho por meio deste externar toda a minha raiva, ultraje e ódio mortal por uma das instituições mais queridas da soçaite gaúcha: a EPTC. O fato é o seguinte: ao longo desses dois meses de ausência, eu consegui ser multado não uma, nem duas, mas TRÊS vezes por esses rascunhos descartados de pessoas humanas comumente chamados de azuizinhos.
Pra quem não sabe, eu trabalho em uma ruazinha pacata, em forma de L, que começa em uma rua e termina em outra, e cujo trajeto ninguém é obrigado a percorrer. A meia dúzia de pessoas que ali moram ou são velhos caquéticos que cultivam secretamente o hobby de chamar a EPTC quando eu estaciono na frente da casa deles, ou pessoas mal-intencionadas que vivem de roubar ilegalmente a prefeitura dos outros no Foursquare.
Repetindo, então, caso alguém ainda não tenha entendido: ninguém é obrigado a passar por essa rua, jamais. E mesmo assim, a EPTC resolveu que 85% da rua deve ser constituída por locais onde é proibido estacionar. Não estou falando de saídas/entradas de garagem, ou de calçadas amarelas do mal. Estou falando de locais onde não há sinalização alguma, e mesmo assim a EPTC, a chamado de idosos em fase de decomposição, insiste em multar cidadãos de bem, como por exemplo EU.
Da primeira vez, fui instruído pela funcionária da farmácia a estacionar em um local onde a entrada e saída de veículos do estacionamento do local não é bloqueada, mas tem calçadinha amarela e o meu caralho de óculos de sol. Caí na roubada e levei uma multa, que não me foi notificada pela EPTC e quase foi omitida pelo meu zeloso pai. Óbvio que hoje em dia ela deve estar desempregada, chorando dia e noite em frente ao seu casebre destruído na vila Chocolatão, mas é o que o Padre Marcelo Rossi diz: a vida quer que você chore, mas Deus quer que você sorria!
Na segunda vez, eu estacionei com muito custo em um local lindo, perfeito, talhado à perfeição por anjos hermafroditas enrolados em colares de louros. A vaga não atrapalhava a entrada e saída de veículos, mas no final da tarde fui informado pela faxineira do prédio em frente que a EPTC estava nessas de fazer rondas surpresa pela rua, possivelmente a chamado daqueles velhos impotentes e fedidos à carniça ali dos parágrafos anteriores. Ela me sinalizou para abrir o vidro da janela, e me mostrou que havia um papelzinho carinhoso sobre o meu pára-brisa. Era uma notificação de multa deixada por uma pessoa frustrada sexualmente e em vias de perder o seu emprego e agonizar em um estado de dor extrema pelo resto da sua vida. Um azulzinho, se preferirem.
Já a terceira vez foi a pior de todas. Abalado pelas duas multas anteriores, eu passei a sentir taquicardia e sudorese intensa cada vez que chegava para trabalhar e precisava estacionar o carro. Quando vislumbrei um lugar vago no estacionamento transversal no meio da rua, refleti para mim mesmo: “se Deus está por nós, quem poderá estar contra nós?” Fui lá, garanti a vaga e, ao sair do carro, fui surpreendido pela advertência daquele senhor ao qual me referi anteriormente, que agora infelizmente jaz a sete palmos depois que o toldo do prédio caiu sobre a cabeça dele de forma violenta. Ele me informou que eu havia estacionado em um local onde era proibido estacionar, e que eu certamente levaria uma multa se deixasse o carro ali.
Distímico que sou, fui até o trabalho, larguei as minhas coisas e refleti sobre as sábias palavras do falecido senhor ali da frente. Logo saí correndo e fui tirar o carro daquela vaga e, para minha sorte, encontrei uma outra vaga logo à frente, sem placa de proibido estacionar, sem calçada amarela, sem velho defunto, enfim, muito amor. Deixei o carro ali e ejaculei em direção ao trabalho, e vivi aquela tarde como se fosse a última. Ao chegar o final do dia, rumei para o carro na esperança de ir para a casa descansar e ser lindo de pantufa.
Mas não. Contrariando todas as minhas expectativas, fui fulminado por mais um bilhetinho branco que me informava que eu havia estacionado em local proibido, e que eu não me encontrava no veículo (se é pra ficar dentro do veículo eu fico lá na minha garagem, trabalhando do meu iPad) e que eu era uma pessoa péssima e ranheta (ok, eu acrescentei essas duas últimas).
Naquele momento eu morri por dentro. Depois desse dia eu nunca mais consegui ser feliz, e passo os meus dias e noites amaldiçoando o(s) filho(s) da puta que me tiraram pra Cristo nesses últimos meses. O pior de tudo: diariamente eu olho para os carros estacionados nessas mesmas vagas onde eu fui humilhado como ser humano e vejo que NENHUM DELES FOI MULTADO! NUNCA SÃO! Eu quero mais é que tudo se exploda, que a EPTC pegue fogo e que todo mundo seja carbonizado lá dentro, mas não sem antes eu passar lá e mijar na cara dos filhos da puta que me multaram e cagar na boca da pessoa que sai pelas ruas de Porto Alegre fazendo a sinalização de trânsito à qual eu sou obrigado a me sujeitar diariamente. Morram.























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