Quantas saudades eu senti de vocês, leitores, nesse período infértil das minhas férias. Essa vida conjugal de fato consome mais tempo do que se pensava. Seria caso de se pensar que uma pessoa que não trabalha e que está em hiato dos estudos teria disposição e disponibilidade suficientes para escrever mais nas férias do que em qualquer outro período, mas é justamente o contrário que acontece comigo. Sem mais delongas, vamos pegando o ritmo nesse que é o primeiro post de 2010 nesse meu querido Suicídio Profissional.
O ano mal começou e a desgraça parece ter caído sobre o mundo. Parece que Deus está tentando remover o maior número de pessoas do planeta antes de lançar sobre a Terra o seu blitzkrieg divino (2012, em breve em DVD e Blu-Ray). Mas eu não estou falando apenas de terremotos que dizimam populações e de criancinhas sendo levadas pra dentro de bueiros por enchentes furiosas: janeiro também viu a estreia do BBB, que, como sempre, possui um elenco brandamente melhor que o do ano anterior e estranhamente pior do que o do próximo.
A décima edição nos presenteia a todos com uma versão feminina e piorada do caubói que fez o Alemão vencer – que atende pelo nome de Tessália, ou Tess, a blogueira barra produtora de moda barra jornalista barra atriz barra promoter da vez -; uma linguista rechonchudamente insuportável que, por um duríssimo golpe do destino, sempre recebe as roupas mais apertadas nas festas; uma traveca em final de carreira e uma aspirante ao cargo, entre outros peculiares exemplares da coleção particular de Boninho, o pior produtor de televisão mais bem pago do mundo (dica: paredões triplos são um ânus).
Mudando de assunto, e levando em conta que tenho um outro blog só pra falar sobre música, cinema e literatura, reservo-me ao direito de usar este espaço para lamentações emo e coisas do tipo. Por exemplo, eu tenho que escrever uma revisão teória até o final de março e ainda não consegui sair do primeiro parágrafo, o que me deixa imensamente frustrado. Enquanto isso, desenvolvi uma estranha fascinação pela Lady Gaga, por mais que eu tenha resistido por mais de ano às suas forças coercitivas. Acho que talvez seja pelo fato de ela ter feito a música pop parecer divertida novamente, após um longo período de hibernação, ou talvez seja o meu lado gay se manifestando mais do que o usual. Ainda não decidi. Só sei que o clipe de Bad Romance ativa partes de mim que me fazem querer sair dançando e fazendo coreografias em lugares públicos.
Ok, divaguei. Eu ia falar sobre promessas de férias e acabei usando o blog como diário de terapia (minha psicóloga ficaria orgulhosa), utilização contra a qual eu luto veementemente todos os dias. Perdão. Mofem no calor de Porto Alegre e até março.


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